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sexta-feira, 7 de junho de 2013

preciso


por Luiz da Nóbrega  em Terça, 4 de Junho de 2013 
preciso de te dizer o que nunca disse a ninguém 
nem poderia porque ainda não te tinha encontrado 
preciso de te sorrir ou de aprender se não souber 
sei que me podes ensinar 
preciso de partir 
mas nao é partir que importa 
é te encontrar 
muitos dias sobrevivi sem te ter
muitas raivas engolidas me feriram a garganta 
muitas feridas que só tu sabes curar 
muito tempo passei à tua espera 
depois de te ter sonhado exactamente como és 
tantos anos passei sem ti , sem saber onde estavas 
sem sequer acreditar que existias 
e tanta sorte tenho eu com os meus sonhos 
preciso de te dizer que sempre foste o sonho principal 
aquela luz incerta mas constante na bruma dos dias
 uma força na qual quase deixei de acreditar 
preciso de te dizer que nao sou suficientemente poeta para te explicar porque te amo, 
e o quanto só te posso mostrar como. 
Como sei que nada vale o que vivi como te tocar serà dizer: enfim 
como preciso de ti 
e como me verás ao teu lado sempre 
que precisares de mim

luzes


por Luiz da Nóbrega em Terça, 4 de Junho de 2013 
não és uma musa ,nem ninfa voadora ,és uma estrela supersônica 
a minha estrela sigo a luz da tua órbita se bem que as estrelas , 
dizem, não orbitam mas não ligo à cosmologia cientifica prefiro ficar na ignorância 
antiga daqueles que passaram a vida a seguir estrelas que, 
mesmo se paradas no espaço desta terra se veem a voar
e depois dos azimutes das latitudes , longitudes outras medidas espaciais 
só me importa saber gravitar em tua volta e saber voltar para dentro de ti conhecermos as tangentes dos corpos e a voz das mentes juntas 
que se ouvem e se falam e se escutam e se dizem e se dão e se recebem e transitam entre nós alegrias impulsos de abraços, 
e outras letargias onde não haverá cansaços basta eu seguir essas luzes todas que todas chegam de ti de estrela voadora de musa supersônica de ninfa do mar em qualquer lado te sigo te espero , ou me encontro contigo dentro de um sonho do qual saio a sonhar mando parar o transito para te apanhar e com a ponta dos dedos te mostrar as cores de todas as luzes que nos podem iluminar (é melhor estacionar) a unica cosmologia que existe é eu ser um barco , ou uma onda na praia onde tu és estrela do mar ninfa supersônica e a musa sempre voadora que com suas asas me traz ar não pares nunca sim, tens de ir, estás perdendo a hora de chegar não, tens de vir estás ganhando a hora de partir. Eu vou indo vendo as tuas luzes, vou seguindo...

falta de luz

falta de luz

por Luiz da Nóbrega (Notas) em Segunda, 3 de Junho de 2013 às 13:51
Escuta...
estás a ver?
Não. Não ouves nada, não vês ninguém.

Apenas segues uma estrada
qualquer , na noite, e mais além
ainda escurece um rouxinol a cantar
escuta, quando desaparece
chega o barulho do sol a raiar,

o meu amor vale a pena,
mas como não me ama,
não vale a pena amar
nem a deste amor
nem outra mais pequena
nenhuma quero escutar.

Mas vês, ao menos, o sol raiar?
Escuta
só há nuvens que não passam,
por cima da estrada deserta
onde não passa ninguém,

e o sol
pro raio que o parta também.

ppp


por Luiz da Nóbrega  em Segunda, 3 de Junho de 2013 
ninguém tem culpa  dos desvarios, nem de tantos sombrios pensamentos amargos de perda, nem que as promessas de algum consolo não perdurem, sofrimento e esperança são dois sentimentos que viajam no mesmo barco, um vestido de lã, outro de espinhos, e o pior de tudo é que também são irmãos gêmeos da imprudência e da impaciência, meus dois maiores defeitos. Tens razão em tudo, nem tudo em que toco morre, se por vezes, me julguei morto ainda sei fazer viver os cactosé mais fácil com os cactos, é fácil porque são sobreviventes natos  mas, de facto,
não és um cacto.

lar


por Luiz da Nóbrega  em Terça, 28 de maio de 2013 

Acertas, com precisão, em tudo o que preciso.
por isso te chamei meu lar
e eu...
querendo dar-te castelos no ar.
Tu és uma casa solida e arejada
os meus castelos não são nada,
de todos os lugares
és o único onde quero ficar,
onde quero ir,
e nem vale a pena tentar regressar a outro lugar qualquer,
e se fico parado ouço a musica da tua voz
a arrepiar-me as horas,
em qualquer silencio que me perca te encontro
e volto sempre aos mesmos castelos que te quero dar
mesmo se sei que os faço no ar
és a dona  destas torres, ameias e pontes levadiças,
és a casa que me chama como a voz das sereias,
um feitiço doce que não adormece,
que me acorda cedo e me pousa na luz
para começar os dias.

Se um lar me aparece,
não é, de certeza um castelo no ar,
é o único calor dos teus braços
onde quero morar.

é o instante do teu sorriso
que me acerta sempre
precisamente
onde preciso.

invasão



por Luiz da Nóbrega  em Terça, 28 de maio de 2013 
bem sei porque invades os meus sonhos, e gosto, mesmo sabendo que ninguém sabe o que são os sonhos, e eu também não. Mas sendo assim é que sempre que me apareces me lembro que me acontece e já me tinha acontecido não parar de pensar em ti.